quinta-feira, 9 de abril de 2009

ÉTICA E ESTÉTICA

Vários apoiantes da nossa candidatura não entendem o porquê da contenção da nossa reacção e têm-nos interpelado no sentido de respondermos “à letra” às acusações que nos têm feito de “partidarização do sindicato” e de sermos “ervas daninhas”.
Rejeitamos qualquer vitimização. Em consciência temos respondido, mas da nossa forma, ao nosso nível, fazendo o possível por sermos correctos e pedagógicos, usando para isso toda a paciência que seja necessária. Agora, tal como em situações anteriores, reafirmamos que o faremos com elevação e que estamos impedidos de “responder à letra” por duas ordens de razões, uma de ordem ética e outra de ordem estética.
DE ORDEM ÉTICA
Somos diariamente sujeitos a provocações e mentiras insistentemente repetidas segundo a velha fórmula totalitária de que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”, por parte de quem não tem ideias próprias ou argumentos válidos, que quer ganhar a todo o custo e que para isso utiliza métodos e processos que já vimos utilizar pelo antigo regime e da sua polícia. Recusamo-nos a responder do mesmo modo porque os princípios que defendemos nos impedem de utilizar determinados tipos de argumentos e de linguagem, bem como não nos deixam fazer processos persecutórios ou de intenção, nem, numa tentativa de “unir as hostes”, nos permitem fabricar e diabolizar “inimigos externos”. Quem é que, ano após ano, utiliza sistematicamente estas tácticas contra os adversários? Será que alguém seriamente pode achar que somos nós o verdadeiro inimigo da classe?
DE ORDEM ESTÉTICA
Consideramos que uma representação condigna da nossa classe, tanto na comunicação social, como em qualquer outra situação se deve pautar por regras de educação e de decoro. Achamos que, quer por imagem, quer por palavras, jamais poderemos correr o risco de assumir posturas que possam, no mínimo, ser classificadas de “mau gosto”. A nossa cidadania e a nossa condição de professores a isso nos obrigam. Não é a figura ou a nossa imagem pessoal que está em causa, mas a da classe, sobretudo quando aparecemos em nome ou em representação do sindicato. Por acaso já vos ocorreu pensar com que sindicato ficaremos depois das eleições e nas consequências da “terra queimada” que têm vindo a fazer?
Helder Melim
Candidato a Presidente da Mesa da Assembleia